"I fly like paper, get high like planes If you catch me at the border I got visas in my name If you come around here, I make 'em all day I get one down in a second if you wait Sometimes I think sitting on trains Every stop I get to I'm clocking that game Everyone's a winner, we're making our fame Bonafide hustler making my name All I wanna do is (bang bang bang bang!) And (kkkaaaa ching!) And take your money Pirate skulls and bones Sticks and stones and weed and bongs Running when we hit 'em Lethal poison through their system No one on the corner has swagger like us Hit me on my Burner prepaid wireless We pack and deliver like UPS trucks Already going hell just pumping that gas All I wanna do is (bang bang bang bang!) And (kkkaaaa ching!) And take your money M.I.A. Third world democracy Yeah, I got more records than the KGB So, uh, no funny business Some some some I some I murder Some I some I let go Some some some I some I murder Some I some I let go"
31/12/2008
M.I.A. - Paper Planes
"I fly like paper, get high like planes If you catch me at the border I got visas in my name If you come around here, I make 'em all day I get one down in a second if you wait Sometimes I think sitting on trains Every stop I get to I'm clocking that game Everyone's a winner, we're making our fame Bonafide hustler making my name All I wanna do is (bang bang bang bang!) And (kkkaaaa ching!) And take your money Pirate skulls and bones Sticks and stones and weed and bongs Running when we hit 'em Lethal poison through their system No one on the corner has swagger like us Hit me on my Burner prepaid wireless We pack and deliver like UPS trucks Already going hell just pumping that gas All I wanna do is (bang bang bang bang!) And (kkkaaaa ching!) And take your money M.I.A. Third world democracy Yeah, I got more records than the KGB So, uh, no funny business Some some some I some I murder Some I some I let go Some some some I some I murder Some I some I let go"
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#94: 2008 em revista (parte 2)

Um conto de Natal feito por uns tipos chamados Murder City Devils não é exactamente um conto de Natal como nos habituámos a ler em Dickens, mas é assim que abrimos mais um Coffee Breakz. Depois dessa prendinha envenenada, fazemos a contagem dos 10 melhores discos nacionais. E fechamos com a senhora que mais nos acompanhou neste 2008.
01 The Murder City Devils 364 Days
os discos nacionais:
02 Os Pontos Negros Conto de Fadas de Sintra a Lisboa (#10)
03 Nel'Assassin Área de Serviço (#9)
04 The Act-Ups Alive Again (#8)
05 The Guys From the Caravan Just Kiss Me (#7)
06 Rocky Marsiano The Meeting (#6)
07 Mafalda Arnauth Amor Abre a Janela (#5)
08 Dead Combo Putos a Roubar Maçãs (#4)
(não passou nesta edição, passa no início da seguinte)
09 Alla Polacca Last Days (#3)
10 Supa Nem Sempre Dá (#2)
11 Buraka Som Sistema Sound of Kuduro (#1)
12 Cat Power Willie Deadwilder

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emitido a 23 Dezembro
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Rádio Zero
discos nacionais 2008 (#1-10)
#1: Buraka Som Sistema - Black Diamond

#2: Supa - Shift

Os Supa são actualmente um dos trios mais vigorosos do hip-hop português. O formato de dois MCs (no caso, Gab e Núcleo, dois Factos Reais) e um DJ (nada menos do que DJ Ride, um jovem campeão do scratching) revela-se ganhador num primeiro disco enxuto e sem o colesterol habitual no género. As vozes convidadas deixam um rasto de mel, como em “Nem Sempre Dá” com Jair e “Antes e Agora” com Tamin, o que empresta a Shift uma terna vocação soul. E Núcleo canta crioulo em “Sima Ta Da”, um inesperado número pintado com tintas country e até blues. Este disco é um risco num país adormecido pelo lixo televisivo e pela estupidez como instituição pública de interesses privados. E, no entanto, é também de beats arriscados que se fazem novos amanhãs que cantam.
(texto publicado na lista dos melhores discos nacionais do Bodyspace)
Texto completo (Cotonete)
#3: Alla Polacca - We're Metal and Fire in the Pliers of Time

O que faz um título enigmático como este na lista dos melhores discos de 2008? Primeiro, faz todo o sentido: os Alla Polacca são das coisinhas mais interessantes que a pop portuguesa produziu nos últimos anos. Segundo, faz o que muitos outros não conseguem nem que o Papa faça o pino durante a Quaresma: canções que são narrativas de filmes que são ainda canções. E terceiro, não faz rigorosamente nada para agradar a ninguém, acabando por agradar a quase todos. As letras são do Old Jerusalem Francisco Silva, um tipo que nos ensinou toda a métrica do amor tímido mas avassalador, em April de 2003. A pop abstracta dos Spiritualized mais tenrinhos, a instrumentália vagante dos Mogwai e o experimentalismo de calção a meia perna dos Slint andam todos por aqui, sem que a inspiração seja colhida a papel químico. Longe disso! Os Alla Polacca são metal incandescente mas contentam-se com uma existência pequena de madeiro quase extinto. Ainda bem.
(texto publicado na lista dos melhores discos nacionais do Bodyspace)
Texto completo (Cotonete)
#4: Dead Combo - Lusitânia Playboys

#5: Mafalda Arnauth - Flor de Fado

#6: Rocky Marsiano - Outside the Pyramid

#7: The Guys From the Caravan - Noah's Ark of Pain

"é a tradição do rock n' roll posta de molho num banho quente, que tem uma concertina, um kazoo e um ukelele como principais óleos balsâmicos e um sintetizador analógico como sal perfumado"
"um declarado gosto pelo burlesco (o tema 'Guy From the Caravan' tem todo o ar de pintas que desliza os polegares nos suspensórios enquanto assobia para o lado) e pelo leste europeu"
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#8: The Act-Ups - Play the Old Psychedelic Sounds of Today

"o som deles é sujo e directo, aliando a soul encorpada dos Zen Guerrilla à pose glam dos Black Halos"
as três guitarras e o jogo de percussão despejam gasolina num fogo ateado pelo poderoso single 'Alive Again' e pela latinidade à Clash de 'Rumba Los Chicos'
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#9: Nel'Assassin – Reconstrução

#10: Os Pontos Negros - Magnífico Material Inútil

"por vezes, dá-se o caso dos fenómenos do Entroncamento se deslocalizarem alguns quilómetros, sem qualquer prejuízo da dimensão invulgar da coisa. Com Os Pontos Negros, o fenómeno fica em plena linha de Sintra"
"o adereço maior deste altar de cartão do rock é a fina ironia da palavra, uma técnica que começa logo nos títulos das canções"
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discos nacionais 2008
30/12/2008
#93: 2008 em revista (parte 1)

O Coffee Breakz passa em revista alguns dos melhores momentos de 2008 em concertos e discos internacionais. Não vamos revelar aqui a contagem dos 10 mais para não estragar a festa. Mas podemos adiantar que "Third" dos Portishead não está no primeiro lugar, como aconteceu em muitas listas. Será que anda perto?
actualização:
os concertos:
01 De La Soul The Bizness (feat. Common)
02 The Walkmen The Rat
03 Lykke Li Breaking It Up
os discos internacionais:
04 Scarlett Johansson Anywhere I Lay My Head (#10)
05 Erykah Badu The Healer (#9)
06 Tricky Bacative (#8)
07 Los Campesinos! Miserabilia (#7)
08 Omara Portuondo O Que Será (À Flor da Terra) (#6)
09 Cat Power Song to Bobby (#5)
10 B.B. King Midnight Blues (#4)
11 Jazzanova Rockin' You Eternally (feat. Leon Ware & Dwele) (#3)
12 Portishead We Carry On (#2)
13 Thievery Corporation Vampires (#1)

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emitido a 16 Dezembro
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Rádio Zero
#1: Thievery Corporation - Radio Retaliation (discos 2008)

"tudo no disco é denunciado, tudo é dito com megafone em punho. Ou não fossem os primeiros segundos ocupados por uma sirene a anunciar 'Sound the Alarm', tema repartido com Sleepy Wonder, rapper dividido entre Nova Iorque e a Jamaica"
"em 'Mandala', ouve-se a cítara da indiana Anoushka Shankar, num dedilhado que faz mais por aproximar o Ocidente do Oriente do que qualquer tratado internacional"
"outra presença feminina pertence à cantora e violinista eslovaca Jana Andevska que nos deixa agarrados à sua 'Beautiful Drug', numa tripe assombrosa de jazz planante e rendilhado downtempo"
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